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CEI: Depoimentos revelam falhas em contratos da Santa Casa
Birigui

CEI: Depoimentos revelam falhas em contratos da Santa Casa

Por WESLEY GOMES DE LIMA PEDROSA • 11/06/2026 07:59
A Comissão Especial de Inquérito (CEI) criada pela Câmara de Birigui para investigar possíveis irregularidades em contratos firmados pela Santa Casa realizou, nesta quarta-feira (10), a primeira rodada de oitivas. Entre os depoentes estiveram a ex-interventora do hospital, Sirlei de Paula Pereira, e o médico Carlos Antônio Gonçalves de Souza Filho, responsável por uma empresa que presta serviços cirúrgicos à instituição.

Durante os depoimentos, ambos confirmaram que as contratações investigadas não passaram por processo licitatório. Também afirmaram desconhecer uma recomendação do Ministério Público que orientava a realização de licitação para contratações feitas durante o período de intervenção municipal no hospital.

A ex-interventora explicou que a mudança da equipe médica já era discutida desde a transição de governo e que a contratação de novos profissionais ocorreu após análises internas da administração hospitalar. Segundo ela, o setor jurídico teria informado que, devido à natureza dos serviços prestados pela Santa Casa, seria possível realizar contratações por meio de chamamento, sem a necessidade de uma licitação convencional.

Outro ponto debatido foi a contratação de Carlos Antônio para a direção técnica da unidade e, posteriormente, de sua empresa para a realização de plantões cirúrgicos. Sirlei afirmou que o médico não foi a primeira opção para o cargo e que houve dificuldades para encontrar profissionais interessados em assumir a função, considerada de grande responsabilidade.

Em seu depoimento, Carlos Antônio declarou que inicialmente foi convidado para integrar a equipe de cirurgia do hospital e apenas depois recebeu o convite para assumir a direção técnica. Ele afirmou que não tinha conhecimento da exigência de licitação para a contratação dos serviços prestados por sua empresa.

Os vereadores que integram a comissão também questionaram os critérios utilizados nas contratações e os valores dos contratos. Para alguns membros da CEI, a ausência de chamamento público ou licitação pode indicar direcionamento na escolha dos prestadores de serviço, hipótese que segue sob apuração.

A investigação prossegue nesta quinta-feira (11), quando novas testemunhas deverão ser ouvidas pela comissão. O objetivo é reunir informações que ajudem a esclarecer a legalidade dos contratos firmados durante o período analisado pela CEI.